quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Odes ao estilo de Reis

I
Diz-me, Lídia,
Porque vertes essas lágrimas?
Para quê o sofrimento,
Se no derradeiro momento
Tudo o que fomos se apaga.

Diz-me, Lídia,
Porque ris entusiasta?
Para quê a euforia,
Se naquele último dia
Tudo o que somos se esquece.

É a vida
Apenas isto. É quem
Somos agora, e é tudo.
Devemos assim colher
Rosas, o dia. Serenos.





II
Aos Deuses apenas peço que me
Concedam a ciência necessária
Para, insciente,
O vil Fado conseguir aceitar.

Por isso, despir-me-ia de tudo
O que a minha lembrança encerrasse.
E assim, livre
Mais próximo do Olimpo chegaria.


2007

Sem comentários: