Diz-me, Lídia,
Porque vertes essas lágrimas?
Para quê o sofrimento,
Se no derradeiro momento
Tudo o que fomos se apaga.
Diz-me, Lídia,
Porque ris entusiasta?
Para quê a euforia,
Se naquele último dia
Tudo o que somos se esquece.
É a vida
Apenas isto. É quem
Somos agora, e é tudo.
Devemos assim colher
Rosas, o dia. Serenos.
II
Aos Deuses apenas peço que me
Concedam a ciência necessária
Para, insciente,
O vil Fado conseguir aceitar.
Por isso, despir-me-ia de tudo
O que a minha lembrança encerrasse.
E assim, livre
Mais próximo do Olimpo chegaria.
2007
Sem comentários:
Enviar um comentário